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Brasil será protagonista na produção global de alimentos e combate à fome


No Agricultural Outlook 2015-2024, relatório em que a Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO) divulgado nesta quarta-feira (1/6), o Brasil recebeu foco especial. No documento, a entidade reafirma que a agricultura brasileira deve ser impulsionada no período detalhado, especialmente pelo crescimento da demanda por exportação, especialmente da Ásia.

 

Essa evolução, destaca a FAO, se dá pelos notáveis progressos na erradicação da fome e redução da pobreza. A agricultura tem papel forte nesses resultados através do desenvolvimento agrícola para produtores da agricultura familiar, além dos produtores de ítens de maior valor, como café, horticultura e frutas tropicais. Como instrui a FAO, é preciso diversidade na alimentação humana para atender a todas as necessidades nutricionais.

 

O Outlook diz que o crescimento agrícola projetado para o Brasil pode ser alcançado de forma sustentável. “Enquanto a oferta adicional continuará a vir mais a partir de ganhos de produtividade do que a área aumentada, a pressão sobre os recursos naturais pode ser atenuada por iniciativas ambientais e de conservação, incluindo o apoio a práticas de cultivo sustentáveis, a conversão de terras de cultivo natural e degradado para o pasto e a integração de culturas e sistemas pecuários”, afirma o documento.

 

Para o representante da FAO no Brasil, Alan Bojanic, o país está preparado para ser protagonista na oferta de alimentos para a crescente população mundial, que até 2050 deve ser de 9,5 bilhões de pessoas. “O Brasil tem condições naturais perfeitas para plantio e criação, qualidade de solo, água doce. Melhor que o primeiro lugar em exportação de alimentos, que hoje é os Estados Unidos”, elogia o executivo.

 

Ele ressalta que gargalos como a logística são fortes, mas aposta que a demanda futura será tão forte que haverá maiores investimentos nacionais e estrangeiros para desatar esses nós. “Como ponto positivo, o país tem institucionalidades boas, com defeitos, mas das melhores do mundo. Isso garante que as coisas aconteçam”. Ele completa que é preciso fortalecer as instituições civís, públicas e privadas, e que isso é a “chave para ter o que o mundo espera do Brasil” na oferta de alimentos. “Em até 20 anos, o Brasil tem capacidade de ser o primeiro em exportação de alimentos”, diz Bojanic.

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